Do período Romano Republicano o espolio arqueológico é composto de produtos locais alem de produtos importados, provavelmente de origem Itálica, tais como cerâmicas finas de mesa de engobe negro e lustroso do tipo campaniense e de ânforas vinárias do século segundo a primeiro antes de Cristo.
A presença humana retomou ao topo do cerro do castelo já no período Islâmico cronologicamente datado do século oitavo á primeira metade do século treze .
Do período Islâmico foram registados alicerces de alvenaria que sustentavam muros de taipa adjacentes a habitações que eram por vezes lajeadas, foram ainda descobertos silos escavados no solo que serviam de armazenamento de alimentos. A cisterna do castelo está também associada a este período.
È de tradição local que o castelo foi construído pelos árabes, tradição essa que é reforçada pelo topónimo de origem árabe Al-jazira, a ilha. Este topónimo oferece a informação de que o cerro do castelo já esteve rodeado de agua e que através da ribeira de Aljezur haveria acesso directo ao mar pelo menos até ao século dezesseis.
Durante o período Islâmico a área habitada do cerro do castelo estendia se a nascente e a sul da colina assim como em pequenas zonas dispersas de onde provem um espolio composto por cerâmicas Omiadas e artefactos em metal que estão expostos no Museu de Lagos.
Esta fortificação nos periodos Almoadas e terceiras taifas integrava um sistema defensivo da cidade de Silves, essa linha defensiva integrava os actuais concelhos de Aljezur, Lagoa. Albufeira e o sul do litoral Alentejano.
Adaptação de texto de Dra. Natércia Magalhães
Fotos - José Alberto Ribeiro

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