Este ano mais uma vez o Castelo de Paderne abriu as portas no âmbito das comemorações do dia internacional dos monumentos e sítios
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Dia internacional dos monumentos e sítios
Este ano mais uma vez o Castelo de Paderne abriu as portas no âmbito das comemorações do dia internacional dos monumentos e sítios
sábado, 30 de março de 2013
DIA INTERNACIOAL DOS MONUMENTOS E SITIOS
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Paderne Medieval
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Castelo de portas abertas.....
segunda-feira, 26 de março de 2012
Ermida de Nossa Senhora ou do Castelo
Frei Agostinho de Santa Maria no ano de 1716 descreve assim a Ermida no seu Sanctuario Mariano:
No meio deste castello se vê uma Ermida, dedicada a Nossa Senhora, á qual por causa(sem duvida do sitio em que está edificada) dão a denominação do Castello. É esta Ermida pequena: o corpo é fechado de madeira; mas a capella-mór coberta de abobada. Tem tres altares, e no altar- mór está collocada a sagrada imagem da Senhora, no meio de um nicho formado no retabulo, que é de obra antiga (...). A imagem da Senhora é de escultura de madeira, estofada, e com o Menino de Deus sobre o braço esquerdo. A sua estatura são cinco palmos (...). Antigamente esta Ermida da Senhora do Castello era a parochia de Paderne (...). A Senhora é de muita devoção , e muito visitada principalmente no dia de sua Assumpção, em 15 de Agosto que é o dia de seu Orago (...) "

Documento pelo qual a Ordem de Avis, a 19 de Agosto de 1308, apresenta a D.João, bispo de Silves, Frei João como prior da Igreja de Santa Maria de Paderne, o qual o bispo não confirmou logo por se encontrar em serviço do Rei e necessitar de consultar o seu cabido sobre o que era de direito.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Ibn Qasi e os começos de Portugal

segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Urbanismo islâmico no Castelo de Paderne
Fig 1- Zona interior do Castelo
Decorridas três campanhas de escavações no Castelo de Paderne, foram apresentados alguns resultados referentes ao período islâmico. Esta fortificação de taipa, do extremo sul do Gharb al-Andalus, foi edificada pelos almóadas, mas teve ocupação até ao século XVII. No plano urbanístico, os séculos XII/XIII estão representados por uma cisterna, silos, canalizações,ruas e casas.
A casa mais completa tem 92,66m2, e está localizada no eixo de ruas e organiza-se em oito salas, em torno de um pátio central. Podemos dizer que os compartimentos mais pequenos correspondem a quartos, ou alcovas, depreende se que serviriam para reserva de alimentos, um destes compartimentos tinha um silo.
O espólio que foi apresentado corresponde a uma pequena parte do conjunto, mas é bem ilustrativo da época almóada. A maior parte corresponde a cerâmica comum (vidrada e não vidrada), de uso doméstico, assim como um único vaso policromo, em corda seca. Quanto aos artefactos de metal são de particular relevância as armas, em particular um punhal. Para além destes, apresenta-se também uma chave e um instrumento de osso.
Apresentação
O castelo de Paderne situa-se na freguesia do mesmo nome, que dista aproximadamente 2,5km para norte, e no Concelho de Albufeira . Está implantado num cabeço, que forma uma península, ladeado pela ribeira de Quarteira,sobre a qual existe uma ponte, cuja origem deve relacionar-se com a do castelo.
Esta forticação islâmica, edificada no período almóada, enquadrava-se num conjunto de castelos que eram o centro de territórios rurais, de pequenas comarcas administrativas.
No exterior das ruínas hoje visíveis, desenvolveu se uma povoação de cariz rural e que corresponderia a uma pequena aldeia (alcaria) que descia em plataforma,sobretudo no lado sul, em direcção à ribeira,e cujos vestígios arqueológicos se encontram escondidos sob o solo actual, resultado dos muitos séculos de abandono.
Totalmente edificado de taipa, este ainda hoje imponente monumento arqueológico do Algarve foi classificado como Imóvel de Interesse Público, por Decreto Lei Nº 516/71 de 22 de Novembro,e é actualmente propriedade do IGESPAR. Este projecto de estudo, restauro e valorização, foi realizado sob a tutela da Direcção Regional de Faro do mesmo Instituto, a direcção científica da parte do projecto respeitante ao estudo arqueológico, esteve a cargo da Dra. Helena Catarino do Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra .
Fig 3- Entrada do Castelo com porta em cotovelo
Quando nos aproximamos desta fortificação almóada deparamos com a monumentalidade da sua construção, abrangendo uma área de cerca de 3250m2. As muralhas, com espessuras entre 1,90m e 2,10m, assentam directamente na rocha e apresentam base de alvenaria de pedra em alguns tramos, sendo outros logo directamente construídos de taipa.
No exterior nordeste, do lado mais plano do cabeço,sobressai, praticamente intacta, uma torre albarrã,de planta quadrangular, com 5,84m por 5,70m de lado e 9,30m de altura, ligada à muralha por um passadiço superior, que deixa uma passagem inferior, com 2,15 de largura, que dá acesso à porta, em cotovelo, situada no ângulo voltado a nascente.
A falta de outras torres, adossadas às muralhas,pode ser explicada pela própria implantação no terreno,já que este se apresenta em forma de esporão, com declives acentuados, sobretudo nos lados sudeste e noroeste, sendo que o lado sudoeste assenta sobre blocos de afloramento da rocha. O facto de os lados sudeste e sudoeste apresentarem muralhas quebradas, com esquinas reentrantes, que serviam de ângulos de tiro, substitui a necessidade de construção de torres salientes.
Fig4-Arruamentos
Fig5- Cloaca com escoamento para o exterior da muralha
Arruamentos e canalizações
Com as escavações vieram a descoberto os vestígios arqueológicos da ocupação original. O castelo de Paderne revela uma minuciosa planificação de raiz, assim sendo houve a preocupação de fazer coincidir as canalizações principais, dispostas ao longo de ruelas que iriam terminar nas muralhas onde estão localizadas as cloacas de escoamento.
De momento, depreende-se que as quatro ruas já identificadas nas escavações são transversais a um eixo central, que acompanha a crista rochosa e ligaria
a zona da porta até ao sector sudoeste do castelo.
As ruas secundárias, limitadas por casas, são relativamente estreitas (cerca de 1,20m de largura), com pisos de circulação pouco regulares, umas vezes em terra batida, sobre a própria rocha, ou as lajes de cobertura das canalizações (fig. 3. 5). Estas dispõem-se ao longo do eixo da via e são feitas em rebaixamentos na rocha, ou estruturadas com pedras e têm, em média, 0,30m de largura por 0,25/0,30m de profundidade.
Outras canalizações, de características idênticas às anteriores, mas consideradas secundárias, partem do interior de habitações e terminam nas principais, fazendo parte de uma rede organizada de escoamento de águas pluviais e certamente de esgotos,
embora até ao momento não se tenha assinalado nenhuma latrina.
Identificaram-se, porém, duas estruturas negativas, de abertura circular,aparentemente com forma de silos, que poderão ser interpretadas, pela sua localização, como fossas sépticas. Uma, não escavada, está sob uma parede de construções mais tardias, mas entre o exterior de um edifício islâmico e a canalização da rua; a outra situa-se no mesmo eixo de circulação e a sua escavação revelou tratar-se de uma pequena fossa, com canal de comunicação para a canalização
principal.
Fig6- Cisterna junto do templo Cristão
Cisterna e silos
Os reservatórios de água e de cereais são elementos indispensáveis neste tipo de fortificações.
Quanto aos primeiros, o Castelo de Paderne revelou duas cisternas, de épocas e características distintas, hoje parcialmente entulhadas.
A primeira, de época islâmica, localiza-se perto da porta do castelo, na zona onde mais tarde se edificou o templo cristão . É totalmente escavada na rocha, tem 6,25m por 2,70m, de medidas internas e a cobertura é de abóbada. No exterior apresenta um pátio rectangular, sendo o lado mais estreito o que está na zona do bocal de acesso à água. As reservas de cereais estão representadas em quatro silos, de que se escavaram três: dois deles estão nitidamente no interior de estruturas habitacionais islâmicas e os outros estão, aparentemente, numa área de anexos. Pelos materiais arqueológicos identificados no interior, pode se afirmar que estes silos não foram entulhados ao mesmo tempo.

Fig7- Zona intervencionada com vista sobre a ribeira de Algibre
As construções islâmicas
Das áreas intervencionadas resultou a identificação de um conjunto de habitações, Apesar da extensão razoável de intervenção arqueológica, não foi possível analisar todas as edificações islâmicas e suas transformações, no momento subsequente à reconquista, nem definir as plantas das construções da Baixa Idade Média. Se, na zona junto da capela, apenas foram identificados alinhamentos de paredes islâmicas sob algumas das sepulturas do cemitério cristão, também nas duas principais sondagens cresceram depois casas de época moderna.
Fig8- Ossadas do cemitério Cristão junto da capela
O blog do Castelo de Paderne agradece á Dra. Helena Catarino pela sua disponibilidade em fornecer o material necessário a este post
Fig7 Foi gentilmente cedida pela Dra. Leonor Rocha a quem desde já agradeço
segunda-feira, 20 de junho de 2011
A Arte Islâmica

A arte muçulmana encerra em si um conjunto de manifestações artísticas, correspondentes a diferentes graus de evolução da sua cultura, numa civilização que se expandiu por um vasto território, tendo sido o seu factor de unidade a religião. Desta feita, a arte islâmica em Portugal corresponde a um dado momento da evolução civilizacional muçulmana, interagindo com um povo, cuja cultura era totalmente distinta e, pricipalmente, atendamos, no sector religioso que comandava a vida de ambos os povos: os Árabes e os Portugueses. Este facto é deveras compreensível, até porque os Muçulmanos entraram no nosso território, com o objectivo de invadi-lo e usurpá-lo aos Visigodos (710-716). Apesar da conflitualidade, a arte foi, de certa maneira, bem aceite e facilmente assimilada pelos moçárabes, deixando os seus vestígios e influências. Como se esperava, a arquitectura (religiosa) islâmica, com a “Reconquista”, foi, em grande parte, cristianizada, destruída e profanada, num impulso vingador contra aqueles que o Islão tinha como infiéis.
O fenómeno cultural islâmico caracteriza-se pela sua assimilação, criação e difusão de determinadas formas artísticas. No campo decorativo, basta atendermos à lindíssima escrita árabe, cujos textos originais eram decalcados na íntegra ou por partes nas paredes, pintadas ou ornamentadas com relevos belíssimos. Tanto bastava para a decoração. Ou ainda com azulejos reproduzindo partes de textos ou com motivos geométricos de belíssimas cores .
Vaso de Tavira em ceramica Sec XI, exposto na Casa da Cultura Islamica de Silves
A vida muçulmana é regida por uma certa unidade, cujo factor primordial reside na Religião. No entanto, esta unidade vivencial não viria a fazer sentir-se na sua cultura artística eminentemente homogénea. A vasta área do domínio islâmico que, num ápice, partiu do vasto Oriente a arribou à Península Ibérica, cobrindo todo o Norte de África, foi propício, nas suas várias regiões, a distintas representações formais, de que a nossa Península é um perfeito exemplo. A cultura artística berbere, ao ser difundida pelos invasores, interagia com a tradição local, enriquecendo e alterando as suas próprias formulações de origem. A expansão islâmica noutras culturas tinha como consequência directa a produção da diversidade artística, consoante as suas regiões de implantação. Muito além da sua influência na arte dos povos dominados, outro factor originou a diversidade da cultura artística do Islam. Referimo-nos ao factor proveniente do fundo político-social lá desenvolvido, nas suas numerosas variedades étnicas donde saíram diferentes dinastias e assistiu-se à mudança, ao longo do tempo, dos centros de Cultura, segundo as chefias políticas que promoviam, consoante o seu desejo, certas regiões e a construção artística das mesmas.

Casa do Alentejo em Lisboa
No início, a Arábia não conheceu a arquitectura monumental. Quando os Muçulmanos ocuparam a Síria e o Iraque foram imbuídos pela influência bizantina das dinastias sassânidas nesses territórios, onde emanavam aspectos artísticos do mundo mediterrânico e asiático. A arte islâmica, genericamente, desde os seus primeiros impactos com a civilização, caracterizou-se pelo seu sincretismo, na mistura mais ou menos confusa de doutrinas diferentes e, gradualmente, definiu uma identidade própria, mas com as suas diversidades regionais. Apesar da diversidade formal desta arte, manteve dois aspectos imutáveis: o carácter áulico de uma arte ao serviço do imperium e testemunha do centro urbano onde assenta. A sua arquitectura revelou-se como um foco englobador de outras artes. O edifício, no seu todo, é um verdadeiro suporte da decoração.
Excerto de texto de João Silva de Sousa
Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
Académico Correspondente da Academia Portuguesa da História
sábado, 21 de maio de 2011
Da janela da minha escola vejo um monumento
Os alunos da Escola EBI/JI de Paderne Turma D 4ª Ano de visita ao Castelo de Paderne

