Jornalista: Edgar Pires epires@diarionline.pt
Este blog não consiste em falar exclusivamente do Castelo de Paderne.Tentamos assim mostrar o legado islâmico em Portugal.
«Este castelo é uma jóia». Com esta afirmação, o arquitecto espanhol Manuel Lopez Vicente demonstrava todo o apreço pelo pequeno Castelo de Paderne, cujas obras de conservação e restauro decorreram entre de 2004/05 com a sua assessoria técnica.
Nas obras de restauro e conservação das suas muralhas em taipa militar, recorreram à utilização do material mais abundante na zona, a terra, respeitando assim a técnica original.
Nas obras não foram utilizadas as terras retiradas pelas escavações arqueológicas, o arquitecto explicou que «a terra das escavações continha muitos restos orgânicos, o que lhe alterava a cor e outras características». Por isso, a solução foi misturar «terra do castelo com terra dos arredores».
No restauro foram efectuados ensaios para determinar a composição da taipa militar e concluiram que a composição era a mesma existente noutros castelos da mesma área de influência.
Banco de ensaiosAs obras começaram pelo lado Sul do castelo, «porque era o que estava mais estragado», com as muralhas literalmente a desfazer-se e a pôr em risco o resto da estrutura referiu o arquitecto Manuel Lopez Vicente.
Inicio dos trabalhos nas fundações do topo Sul
Aspecto geral do lado Sul com andaimes e taipa
Segundo Natércia Magalhães, técnica superior do IGESPAR (antigo IPPAR)de Faro, a ideia foi que «fique o mais parecido possível com a muralha original, embora permitindo reconhecer a intervenção, distinguindo-a do que era a taipa original». A imagem arquitectónica que se pretendia era que subsistisse, em parte, a actual «ruína conservada», impregnada de «cicatrizes» por uma existência histórica com a duração de oito séculos.
Projeção de material aderente no lado Este
Aspecto interior da muralha depois de reparada

Aspecto exterior da muralha depois de reparada
As obras foram realizadas pela firma Stap, que se dedica exclusivamente à reabilitação de construções com uma forte componente de saber e inovação, que procura responder eficazmente às necessidades do mercado na área dos trabalhos especializados de natureza construtiva e estrutural.
www.stap.pt/
Fotos: Maria Fernandes,Arq.
6º Curso de Mestrado em Reabilitação de Arquitectura e Nucleos Urbanos
Texto: http://www.barlavento.pt/index.php/noticia?id=200
Jornalista Elisabete Rodigues

Fig. 1 - Casa com Pátio Interior e Cisterna
Fig. 2 - Cisterna
Obrigado ao Amigo Pedro Oliveira Pinto


Per esta gujsa que aveis ouvido (a)prouue e Deos de dar a vila de Taujra em poder (aos Christaos ) e d(e)spojs que a leixou (o Mestre) segura de todo o que lhe compria foy a Selir e tomou por força (e) entam foy çerquar Paderna (que he hum ) castelo forte (e) muy boom de gran[de] comarqua em deredor antre Albufeyra e a serrae estando sobre ele mamdou gente[s] ao teermo de Sylues que fosem tomar a Tore destombar (que dante(s) fora sua) e foram la e ouueramna outra vez e quando Almofão seu Rey deles que estaua em Silues soube como aquela(s) campanha(s) aly erom sayo a eles do lugar com a majs campanha (que pode) porque lhe diserom que estaua aly o Mestre com todo seu poder e o Mestre como soube que era fora alçouse logo de sobre Paderna e veyose lançar sobre Silues. Almofon jndo pera (a)Tore destombar achou novas que nao era (al)y o Mestre e que nao (estaua aly) majs gemte que aquela que tomara a Tore e a defendyon porem qjs la chegar e (loguo muy) apresa se tornou pera a vila e loguo se temeo do que era e o Mestre lamçoulhe hua çilada (que) lhe tnha ja tomado as portas e as gemtes repartidas por elas e elRey Almofon chamom da Zoya porque era lugar desembargado encomtrouse aly com ho Mestre que tinha a guarda dela e elRey Mouro vinha com todolos seus jumtos e aly se vyo o Mestre com gramde trabalho com eles e foi a peleja (com eles) em hum campo se fora junto com a vila omde hora esta hua jgrei(j)a que se chama Samta Maria do marteres e os Moros fizerom muyto por cobrar a porta e se meterom sob(re) a Tore da Zoya que he bem saida e marcos pera fora majs esto nao lhe(s) prestou nada porque (os) Christãos andauom em volta com eles e asy entrarom com eles pela porta (da vila) e aly foy a peleja tao gramde em guysa que mais Christãos morerom aly que en outro lugar que se no Algarue tomase e elRey Mouro andou pela vila em deredor e qujserase acolher pelo postiguo da treição a hum alcaçar em que ele moraua e achou o postiguo foy pera se acolher per otra porta da vila e achoua e emtão de desesperação deu [d]as esporas ao cavalo e fogio e pasando por hum pego afogouse aly e o acharom de(s)pojs morto e (ag)ora chamom aquele lugar o pego de Almofom; dos Mourros que ficarom se acolherom ao alcaçar e (o) trabalharom de defender [em]quamto podiom e o Mestre (n)ao os qujs combater que segurouos que vj[v]esem (a vila) se quyjesem e aproueytasem suas herdades e lhe conheçesem (aquele) senhorjo que conheçyão ao Rey Mourro e asy [o] fez aos outros lugares que tomou e não combatiom os alcaçares em que se os Mourros se recolhyon mas segurauaos a que vivesem na(s) terras por serem aquelas (a)proveitadas e de(s)pojs foi aly hua jgreja catedral e foy feyta [a] çidade então se tornou o Mestre a Paderna que ante(s) tivera çercada e tomou a vila e o castelo por força e não (se) preytejarão com eles matando os Mourros por dous cavalejros Frejres que (a)hy matarom esta vila de Paderna se mudou (n)aquele lugar que agora chamom Albufeyra po(rem) ainda a otra esta murada e corrigida com seu castelo e hua cisterna muy boa dentro .